Você é o que você come

Em 08.01.2016   Arquivado em Alimentação, Mudança, Vida Saudável

Café da manhã musli

Eu tava querendo começar a falar sobre alimentação aqui no blog, sem saber muito bem por onde começar. Bom, então resolvi falar sobre memória afetiva e hábitos. Pode parecer que não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas, bom, tem.

Quando comecei minha reeducação alimentar, percebi que a gente não recebe uma educação alimentar formal nunca. O que temos é uma memória afetiva da nossa alimentação ao longo da vida, e criamos hábitos de ir comendo determinadas coisas, geralmente porque elas são gostosas, práticas, impostas a nós (por pai, mãe, avó, merenda escolar, refeitório do trabalho), ou por alguma dieta em particular.

O fato é que a gente vai escolhendo nossos pratos favoritos baseados unicamente no paladar. Se aquela comida nos dá prazer em comer, vira figurinha fácil no nosso cardápio. Algumas estão presentes no dia a dia porque “todo mundo” ou “qualquer pessoa normal” também consome: feijão, arroz, carne, leite…

Marcas da indústria alimentícia também ganham nossa confiança assim, pela memória afetiva. Elas estão ali, nas gôndolas do supermercado desde que íamos, criancinhas, fazer compras com as nossas mães do lado. Sempre estiveram nos comerciais que passam nas nossas TVs. Essas marcas devem ser do bem, certo? Bem, nem sempre, ou não de todo, ou nem um pouco.

A gente não costuma pensar na nossa alimentação nem considerar que a finalidade dela, mais do que nos dar prazer, é nos fornecer os nutrientes adequados para nos mantermos vivos e saudáveis. Afinal, isso parece uma chatice ou coisa de gente bitolada, bombada, metida a fitness, como uma moda passageira.

É até vermos o impacto de uma alimentação errada no nosso corpo que a coisa muda de figura. Comigo foi assim. Eu ganhei uns 5 quilos em mais ou menos 1 ano, tava comendo só coisas sem nutriente nenhum, mas que qualquer criança consideraria um paraíso: tome-lhe pastel, pizza, sorvete, chocolate, batata frita, coxinha, tortas recheadas e afins pra dentro. O motivo? Nada em especial, além do fato de que eu gosto dessas coisas e de que a vida é curta, vamos aproveitar então! Só que, além do ganho de peso (que, francamente, não me incomodou muito porque sempre fui magra), apareceu um probleminha de saúde no meio. E aí? Hora de mudar.

Aí, com a ajuda do amado Snapchat, fui conhecendo algumas nutricionistas Mara (olha eu aqui, usando meu nome como gíria também, kkk), como a Luna Azevedo e a Bruna Vilela, profissionais que dão dicas incríveis que orientam a tal da educação alimentar que eu comentei que a gente nunca recebe formalmente na vida.

Muito além de contar calorias como quem está louca pra emagrecer e fim, comecei a comer comida de verdade, a deixar boa parte da comida industrializada para trás e a ler os rótulos para entender o que eu estou colocando para dentro do meu corpo. Afinal, a gente é o que a gente come. Sem neura, sem pressão externa, fiz e faço isso por mim e pela minha saúde e vontade de viver muito e bem. A decisão veio naturalmente, e acredito que cada um pode ter um momento na vida em que isso acontece, é tudo uma questão de escolha. Faça a sua, e se você embarcar no trem da comida de verdade, seja muito, mas muito bem-vind@ a esta aventura de criar novos hábitos, comprar de novas marcas, e descobrir novos e surpreendentes sabores!